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domingo, 26 de abril de 2020

O Diário Secreto de Laura Palmer

Vamos agora para mais um post do Pena, Tinteiro e Papel, nosso clube do livro. O livro dessa vez é: O diário secreto de Laura Palmer escolhido pela Paula.
Para ver as opiniões do Mateus, da Vanessa, da Giani e agora também da Mysttyky e da Paula é só clicar nos links ;)


Informações Técnicas

Páginas: 272
Ano: 2016
Autor: Jennifer Lynch
Editora: GloboLivros

SINOPSE:

Laura Palmer, a bela rainha do baile de formatura, a menina com as melhores notas, gentil, encantadora, filha de pais amorosos e o retrato perfeito da juventude de ouro americana. Quem teria algum motivo para assassinar Laura a sangue frio? A resposta para essa pergunta não estava no diário róseo encontrado pela polícia no quarto da jovem, mas sim em um volume escondido, onde Laura expõe sua verdadeira face. Drogas, orgias, prostituição, abuso, medo. Um retrato de uma adolescente perdida, que, ao tentar romper com os padrões impostos pela rígida sociedade interiorana onde foi criada, trilhou um caminho sem volta de perdição e desespero.

A cada entrada do diário, que se inicia em seu aniversário de doze anos e segue até o dia de sua morte, quatro anos depois, Laura revela detalhes não apenas sobre seu flerte com a depressão como também a realidade sórdida ocultada pelas brumas de Twin Peaks, cidade madeireira do interior dos Estados Unidos, onde, assim como a própria Laura, ninguém – e nada – é exatamente o que parece ser.


A História

O diário secreto de Laura Palmer é um suspense sobrenatural, sendo um prequel da séria de muito sucesso dos anos 90 Twin Peaks, o livro é escrito por Jennifer Lynch, filha do criador da série David Lynch, porém essa resenha é baseada apenas no livro já que eu não assisti a série, e como de costume essa resenha tem alguns spoilers.
É 22 de Julho de 1984 e uma menina se apresenta em um diário, seu nome é Laura Palmer e ela está completando doze anos. Laura vive com seus pais em Twin Peaks uma cidadezinha no interior dos Estados Unidos, na fronteira com o Canada. E isso deixa a história mais difícil de “engolir”.
Laura é uma menina “perfeita”, com uma vida “perfeita”, tem boas notas, foi eleita a rainha do baile, é amada pelos pais e pelo namorado, o capitão do time de futebol da escola. Mas como alguns sabem as aparências podem esconder muitos monstros e demônios. E assim é com Laura, por trás de toda essa perfeição tem uma garotinha que é constantemente abusada por Bob, mas quem ou o que é Bob? Uma substituição infantil para um abusador do mundo real? Uma entidade demoníaca que sente prazer em abusar da menina? Uma alucinação de uma mente destruída? Nós não sabemos, apenas sabemos que ele aparece nos sonhos de Laura e a abusa.
Laura vai crescendo e os abusos vão aumentando, não apenas sexuais, mas de todas as formas, Bob bombardeia a mente dela com ideias de que ela é uma pessoa má, que ela gosta dos abusos, que ela é um lixo. Ela tenta lutar contra todos esses pensamentos, e vemos que nem ela sabe o que o Bob é, ou se ele é real, mas de toda forma Laura entra em uma espiral negativa, e vemos ela se destruir a cada nova anotação no diário, a cada dia ela se afunda em drogas, sexo, prostituição e até um aborto e por fim a morte assassinada.

Opinião

No começo desta resenha eu disse que um dos motivos desta história ser difícil de “engolir” é o fato de se passar em uma cidadezinha, em alguns momentos do livro Laura escreve que todos acreditam que ela seja a jovem perfeita, foi até eleita a rainha do baile, enquanto se droga e participa de orgias na floresta… realmente não “desce” que Laura tenha feito tudo o que fez e tenha passado despercebido para a cidade inteira (só faria sentido se a cidade fosse o próprio mal, como em It a coisa, e não há nenhum indicio disto), ainda mais que a todo o momento ela faz uso de cocaína e novamente, não acredito que ninguém perceberia. Isso foi algo que me incomodou bastante nesse livro.
A história toda é escrita em forma de diário e do ponto de vista da Laura (Já que o diário é dela :P), talvez por esse motivo todos os personagens sejam rasos e nada cativantes, praticamente não sabemos nada dos pais dela, a melhor amiga quase nem aparece e o namorado é só um cara apaixonado que gosta de se drogar e depois vira traficante, sinceramente não achei nenhum personagem cativante nessa história.
Jennifer Lynch tentou criar um livro denso e profundo que trata de vários temas realmente importantes, como transtornos mentais e abusos sexuais, físicos e psicológicos, mas infelizmente não foi bem executado, me pareceu que ela mais quis chocar os leitores com cenas explicitas do que realmente tratar desses assuntos e das consequências que transtornos e abusos podem causar. Só fica claro que abusos de todas as formas podem destruir uma pessoa, mas isso não foi bem executado, parece que a Laura realmente gosta de afundar na lama as vezes, sim, isso por vezes acontece na vida real, mas o péssimo desenvolvimento dos motivos de suas escolhas, junto com a dúvida de saber se os abusos são reais ou se estão apenas na cabeça dela, faz com que os sentimentos dela escritos no diário não pareçam reais.


Veredito

Comecei esse livro com uma certa expectativa, um livro diferente do que estou acostumado a ler, algo que não está no meu radar e acredito que todo mundo gosta de um bom suspense, o que infelizmente não foi o caso, para mim foi um amontoado de boas ideias mal executadas. Talvez e experiência seja diferente para quem é fã da séria, mas acredito que para aqueles que como eu não assistiram não seja uma boa leitura.

domingo, 13 de agosto de 2017

Ruínas de Gorlan (Rangers: Ordem dos Arqueiros#1)



        Vamos agora para mais um post do Pena, Tinteiro e Papel, nosso clube do livro. O livro essa vez é: As Ruínas de Gorlan uma história Infanto-juvenil escolhido pela Vanessa.

       Para ver as opiniões do Mateus, da Vanessa e da Giani é só clicar nos links ;)


Páginas: 240
Ano: 2009
Autor: John Flanagan
Editora: Fundamento


SINOPSE:
       Durante a vida inteira, o pequeno e frágil Will sonhou em ser um forte e bravo guerreiro, como o pai, que ele nunca conheceu. Por isso, ficou arrasado quando não conseguiu entrar para a Escola de Guerra. A partir daí, sua vida tomou um rumo inesperado: ele se tornou o aprendiz de Halt, o arqueiro. Relutante, Will aprendeu a usar as armas dos arqueiros: o arco, a flecha, uma capa manchada e... um pequeno pônei muito teimoso. Podem não ser a espada e o cavalo que ele desejava, mas foi com eles que Will e Halt partiram em uma perigosa missão. Essa será uma viagem de descobertas e aventuras fantásticas, na qual Will aprenderá que as armas dos arqueiros são muito mais valiosas do que ele imaginava



As ruínas de Gorlan é um livro de fantasia medieval que narra a história de Will, um garoto órfão que vive como protegido do Barão Arald no Castelo Redmont. Sempre que um protegido completa 15 anos ele deve se candidatar a uma vaga como aprendiz de algum mestre de ofício no castelo.

O maior sonho de Will é se tornar cavaleiro e para isso ele deve entrar para a Escola de Guerra. Mas apesar de sua inteligência e agilidade ele não é aceito, não tem estatura e é fraco para os padrões da Escola de Guerra. Mas um dos mestres reunidos mostra interesse em Will que tem um misto de felicidade e medo. Felicidade pois ele se vê livre do seu maior temor: viver como fazendeiro na vila próxima ao castelo. E medo pois o mestre que demonstrou interesse nele é Halt o Arqueiro, uma pessoa misteriosa que muitos acreditam ser algum tipo de praticante de magia negra.

Desconsolado e temeroso Will se torna aprendiz de Halt... e descobre que ser arqueiro não é tão ruim quanto ele acreditava. O treinamento é difícil e cansativo. Halt é um mestre muito exigente, econômico nos elogios e que não perde a oportunidade de deixar seu aprendiz “quebrar a cara” quando este se mostra muito afobado. Mas Will se mostra competente e corajoso… mas ele tera que por sua coragem e habilidade à prova, pois um grande inimigo sai do exílio colocando todo o reino sob ameaça novamente.



Este é o primeiro volume da gigante série (12 livros) Rangers: A Ordem dos Arqueiros escrita por John Flanagan. A história foi escrita para incentivar seu filho a ler, tanto que o personagem principal, Will, é inspirado nele, que na época era um garoto pequeno e fraco para a idade.

As Ruínas de Gorlan é um livro infanto-juvenil, é um livro pequeno, mas não é apenas uma aventura com único objetivo de entreter, por trás da aventura, da linguagem simples e escrita leve o autor introduz temas como a coragem, força de vontade e principalmente sobre a amizade.

domingo, 9 de julho de 2017

O Protegido (Ciclo das treva#1)

Vamos agora para mais uma resenha do nosso pequeno clube do livro, um clube que não está mais tão pequeno. Temos agora mais uma integrante nesse clube; a Giani (irmã da Vanessa) resolveu se juntar aos loucos e é a mais nova integrante do nosso clube do livro o blog dela é o Dualidade Peculiar. Clube que agora tem um nome (se não fosse a Giani esse clube iria se chamar “clube do livro” para sempre), pesamos, debatemos e escolhemos: Pena, Tinteiro e Papel. Sem mais delongas vamos a resenha do livro O Protegido, já avisando que a resenha contem spoilers.

Páginas: 514
Ano: 2015
Autor: Peter v. Brett
Editora: DarkSide Books


SINOPSE
Assim que a escuridão cai, os terraítas aparecem em grande quantidade, gigantes demônios de areia, de vento e de pedra, famintos por carne humana. Depois de séculos, os humanos definham com o esquecimento das marcas de proteção. Arlen, Leesha e Rojer, três jovens que sobreviveram aos ataques demoníacos, atrevem-se a lutar e encarar o perigo para salvar a humanidade.




O Protegido é o primeiro volume da série Ciclo das Trevas escrito por Peter V. Brett. O universo criado pelo autor é muito criativo, interessante e... sombrio: um mundo em que todo dia depois do pôr do sol demônios surgem das profundas e a única coisa que mantém as pessoas a salvo são as proteções. 
Nesse mundo sem esperança nós acompanhamos três personagens, Arlen vive em um vilarejo afastado das grandes cidades do reino e tem o sonho de se tornar um mensageiro (uma pessoa enfrenta o perigo dos terraítas, viajando longas distâncias para levar mensagens e suprimentos aos vilarejos e outros reinos), mas como ele vive em um vilarejo afastado esse é um sonho distante e nem mesmo ele realmente acredita que possa acontecer, porém as coisas mudam quando, em um dia, a noite chega cedo e sua mãe é atacada por terraítas, Arlen corre para tentar salvá-la, seu pai porém fica parado a beira das proteções com medo demais para ajudar. Arlen consegue levá-la para dentro de uma região protegida, mas ela já está gravemente ferida. Dois dias depois, cansado da covardia do pai Arlen foge. Foge com um grande desejo de não se esconder determinado a encontrar um modo de lutar contra os terraítas
Temos também Lessha e Rojer, que são personagens secundários e menos desenvolvidos (principalmente Rojer) do que Arlen. Lessha vive em um vilarejo mediano e é aterrorizada por sua mãe, inconformada por ter tido uma filha em vez de um filho, mas a vida dela muda após um ataque terraíta quando ela ajuda Bruna a ervanária e acaba se tornando sua aprendiz, acabado o seu treinamento ela é enviada para ajudar uma das aprendizes de Bruna em um hospital em Angiers. Rojer tem 03 anos e vive com seus pais em uma pequena cidade movimentada pela vinda do duque. O protetor da cidade tem toda a sua atenção em fazer grandes proteções na ponte de forma a impressionar o duque. As proteções das casas ficam mal cuidadas e em uma noite os terraítas atravessam as proteções e destroem a cidade. Os pais de Rojer morrem mas ele é salvo por um menestrel.



O protegido é uma história que eu tinha muita vontade de ler. A expectativa estava lá no alto. Porém ele foi a minha maior decepção literária do ano até o momento. O livro não é péssimo, mas na minha opinião é apenas “legal”, ficou muito abaixo das expectativas que eu tinha.
O livro é dividido em quatro partes, a primeira é uma introdução ao mundo e aos personagens essa parte ficou realmente muito boa, apresenta os personagens de forma dinâmica a ambientação é muito bem feita, com um conflito bem definido e totalmente plausível.
A segunda e terceira partes são quase totalmente focadas no Arlen e mostra seu desenvolvimento, seu treinamento, o aumento do seu ódio em relação aos terraítas e sua busca por alguma forma de derrotar os terraítas. Essas duas partes cobrem uma grande quantidade de tempo e acaba com uma grande transformação em Arlen. Essas partes são boas, mas ainda assim são mais fracas do que a primeira, a partir do final da segunda parte começam a acontecer coisas que começara a me incomodar. Personagens secundários mas de importância para a história foram deixados de lado de forma abrupta e sem nenhum desfecho em seus arcos. Já na terceira parte ele tira uma carta da manga e quebra o que era até então uma regra para salvar um personagem. Essas coisas me incomodavam mas ainda assim não prejudicavam tanto a história.
A quarta parte, o desfecho da história. Essa parte foi realmente muito ruim. Lessha e Rojer acabam se encontrando em Angiers e algo faz com que eles acabem viajando juntos. Eles acabam emboscados e são deixados ao relento com o sol próximo a se por, até ai tudo bem, a forma como tudo isso aconteceu foi bem desenvolvida e lógica. O que não tem sentido é Arlen aparecer do nada para salvar os dois. Outros pontos negativos para nessa parte foram as cenas de luta, o que na minha opinião foram totalmente surreais, além de um romance completamente sem sentido e lógica entre Arlen e Lessha.

Enfim, O protegido tem uma premissa interessantíssima e apesar de uma primeira parte promissora o autor se perdeu e não aproveitou todo o potencial que essa história tinha.

domingo, 30 de abril de 2017

O Signo dos quatro

Vamos agora para mais um post do nosso pequeno Clube do Livro. O livro dessa vez foi escolhido pelo Mateus. Um livro que conta uma aventura de Sherlock Holmes o maior detetive, não apenas da literatura mas de toda a ficção em todas as mídias. 

Vou aproveitar e deixar aqui o link para o post da Vanessa e do Mateus, vejam a opinião deles sobre o livro deste mês.



Páginas: 184
Ano: 2015
Autor: Sir Arthur Conan Doyle
Editora: Zahar

SINOPSE

O signo dos quatro traz Sherlock Holmes confiante como nunca, e irresistivelmente atraído pelas agruras de sua cliente Mary Morsan, uma bela mulher atormentada por um passado nebuloso. Com seu caro Watson, Holmes vê-se às voltas com uma aventura repleta de elementos dramáticos: as figuras misteriosas de um pigmeu e um homem com perna de pau, uma caçada desesperada, um cão digno de confiança e uma furiosa perseguição pelo Tâmisa.





"Não consigo viver sem trabalho cerebral. Para que mais vale a pena viver? Fique aqui ao lado da janela. Já reparou em como este mundo é melancólico, sombrio e inútil? Veja como a neblina amarelada desce para as ruas e envolve as casas de cores mortas. O que poderia ser mais desesperadamente prosaico e material? Doutor, qual é a utilidade de se ter uma habilidade quando não se tem campo para pô-la em prática? Crime é um lugar-comum, a existência é um lugar comum, e qualidade alguma salva aquilo que o lugar-comum executa neste mundo."

A frase acima é dita por um Sherlock Holmes depressivo e entediado pela monotonia que o cerca, porém as coisas mudam quando uma jovem chamada Mary Morstan, chega a Baker Street, e pede a sua ajuda, seu pai desapareceu a dez anos e desde então coisas estranhas começaram a acontecer, mas recentemente as coisas se tornaram ainda mais estranhas e... potencialmente mais perigosas.

Para solucionar o caso Sherlock Holmes e o Dr. John Watson, devem se envolver em uma trama repleta de rancor, vingança, roubo e assassinatos.
https://mundosherlock.wordpress.com


O Signo dos Quatro é o segundo de quatro romances (1- Um estudo em vermelho; 3- O Cão dos Baskervilles; 4- O vale do terror.) sobre SH, cada um dos livros conta um história fechada e independente da outra.

Como eu já devo ter falado antes, eu sou muito fã de Sherlock Holmes, foi através de um livro de contos dele que eu me adentrei no mundo da literatura. Essa segunda leitura quebrou um pouco da memória de perfeição que eu tinha desse livro. A história em si é excelente, com vários diálogos marcantes, como este que eu comecei a resenha, mas tem alguns outros no mínimo estranhos:

"Meu caro menino! - disse Holmes estrategicamente. - Que bochechas vermelhas você tem seu maroto! Vejamos, Jack, há alguma coisa que você queira?"

Outro ponto negativo nesse livro é a falta de suspense, Conan Doyle entregou muito nas explicações do Sherlock durante a história, inclusive quem é o assassino, coisa que não acontece nos contos por exemplo. O que move a história depois disso é apenas o desejo de saber o porquê dele ter feito o que fez (o que é motivo mais do que suficiente para continuar a leitura).

Mas a pior coisa de todas é a velocidade com que o Dr. Watson se apaixona! Em questão de algumas horas depois do primeiro contato ele já está perdidamente apaixonado, porém creio que isso seja marca da época em que o livro foi escrito.

Apesar dos pesares eu ainda recomendo este livro, não é a melhor história do detetive, mas ainda assim é uma história muito boa. Mas se você estava pensando em ler Sherlock Holmes e ficou com um pé atrás com essa resenha recomendo que não desista, dê uma chance a ele! Comece lendo os contos onde Conan Doyle é excelente ou então O cão dos Baskervilles que é o melhor dos quatro romances.

sábado, 18 de março de 2017

O Aprendiz (Conjurador #1)






Páginas: 350
Ano: 2015
Autor: Taran Matharu

Editora: Galera Record


SINOPSE

Em O aprendiz, primeiro volume da série Conjurador, Fletcher é um órfão de 15 anos e, para sua surpresa, conseguiu invocar um demônio do quinto nível. O problema é que apenas os nobres deveriam ser capazes de conjurar criaturas e usá-las na guerra contra os orcs. Mas plebeus como Fletcher também podem ser conjuradores, e o garoto consegue uma vaga na Academia Vocans, uma escola de magos que prepara seus alunos para os campos de batalha. Lá, ele irá enfrentar o bullying dos nobres, mas também aprenderá feitiços e fará amigos incomuns. Além de se provar digno de uma boa patente na guerra, Fletcher e seu grupo de segregados precisam se unir e vencer o preconceito que sofrem na desigual sociedade de Hominum.



O mundo de O Aprendiz é um mundo dominado por humanos, mas não um domínio absoluto e sim um domínio ameaçado. Anões vivem em guetos em cidades humanas, são reprimidos e tratados com desprezo e desconfiança devido às diversas vezes em que se revoltaram contra a soberania humana. Elfos vivem em reino no norte distante. Um dia, em um passado muito distante, eles já foram aliados dos humanos mas agora eles vivem em uma espécie de guerra fria. Mas o grande problema está ao sul. Orcs selvagens novamente surgem do meio de suas florestas tentando expandir seu território rumo ao norte, destruindo tudo o que estiver a frente. E para impedi-los os humanos precisam de conjuradores.


A história acompanha Fletcher um garoto de 15 anos, que foi abandonado ainda bebê as portas de Pelego e adotado por Berdon, um ferreiro que vende espadas para o exército na frente norte. Fletcher além de aprender a profissão ferreiro também é um bom caçador e o mais importante: sabe ler e escrever. Devido a esta habilidade ele consegue fazer algo quase impossível, algo que apenas os nobres deveriam conseguir, algo que apenas uns poucos plebeus conseguiram antes dele. Ele consegue conjurar um demônio. Mas na mesma noite ele é obrigado a fugir de Pelego.
Fletcher consegue chegar à Corcillum onde consegue ingressar na Academia Vocans, a escola para conjuradores. Inicialmente o aprendizado em Vocans durava cinco anos, mas a guerra contra os Orcs não ia bem, então após um período de dois anos na Academia, às vezes apenas um ano, os alunos eram enviados para a zona de guerra.
Na Academia Fletcher vai encarar o desprezo e o rancor dos nobres e alguns professores, enfrentará a morte mais de uma vez, mas conseguirá improváveis e poderosos amigos que se ajudarão na jornada para se tornar um conjurador e ajudar seu povo na guerra contra os Orcs.





Confesso que não estava muito animado para ler este livro, não estava muito na vibe de literatura infantojuvenil. Mas este livro foi uma grata surpresa. A história é simples e não é tão infantil quanto eu imaginava. Os personagens são bem construídos, você odeia os que deve odiar e ama os que deve amar. Ao cenário medieval, comum a este tipo de história, é acrescentado uma revolução industrial. Isso para mim foi uma grande e agradável surpresa, isso pode não ser grande coisa, mas já é um ponto positivo pela originalidade e além de tudo gera a curiosidade no leitor. (pelo menos neste que vos escreve rs).
Quanto ao final da história eu tenho um sentimento dúbio, mas não há como negar que não é impactante.

Enfim, O Aprendiz de Taran Matharu vale muito a pena ser lido, a história é dinâmica, leve, empolgante, original e principalmente muito bem escrita.
Mas atenção, trata-se de uma história infantojuvenil e deve ser lido como tal, não se deve esperar nada muito complexo à la Tolkien ou Martin

sábado, 4 de fevereiro de 2017

O Hobbit - Lá e de volta outra vez



Depois de mais um longo período sem postar nada, volto com uma resenha de um grande clássico da literatura fantástica: o livro O Hobbit de J.R.R. Tolkien. Como sempre evitei os spoilers mas pode ser que algum tenha escapado.


Páginas: 328
Ano: 2013
Autor: J.R.R. Tolkien
Editora: WMF Martins Fontes

SINOPSE

Bilbo Bolseiro é um hobbit que leva uma vida confortável e sem ambições. Mas seu contentamento é perturbado quando Gandalf, o mago, e uma companhia de anões batem à sua porta e levam-no para uma expedição. Eles têm um plano para roubar o tesouro guardado por Smaug, o Magnífico, um grande e perigoso dragão. Bilbo reluta muito em participar da aventura, mas acaba surpreendendo até a si mesmo com sua esperteza e sua habilidade como ladrão!






O Hobbit é uma história de fantasia medieval que narra à jornada de Bilbo Bolseiro, onde junto com uma comitiva de Anões, eles devem atravessar a Terra Media, chegar a Montanha Solitária e roubar o tesouro de um dragão. Nessa jornada nem todos irão sobreviver, mas os que sobreviverem, não serão mais os mesmos de antes.



               Gandalf: Você terá uma história e tanto para contar quando voltar.
               Bilbo: Você pode me prometer que eu vou voltar?
               Gandalf: Não. Mas se você voltar não será mais o mesmo

                               O Hobbit: Uma jornada inesperada – é do filme mas descreve bem




Bilbo Bolseiro era um hobbit pacato que vivia tranquilamente em sua toca na vila dos hobbits. Assim como a grande maioria dos hobbits, Bilbo não tinha nenhum desejo, além de viver tranquilamente com boa música, um bom livro e principalmente boa comida. Os Bolseiros eram muito respeitados pelos outros hobbits, pois além de serem de modo geral ricos, os Bolseiros nunca haviam se metido em alguma aventura ou coisa do tipo.

Mas em um belo dia Gandalf, O cinzento aparece em sua porta, acompanhado de treze anões, e o convida para uma aventura que vai mudar totalmente a sua vida. Após uma resistência inicial, seu lado aventureiro fala mais forte e ele se une ao grupo de Thorin Escudo de Carvalho, se tornando o ladrão da comitiva. 




A missão do grupo é viajar até o antigo reino Anão de Erebor, onde vive Smaug, um terrível dragão vermelho onde Bilbo, o ladrão, deve encontrar alguma forma de roubar o tesouro guardado pelo dragão. Mas antes de chegar a Erebor eles terão que sobreviver a uma região onde há poucas comunidades amigáveis e muitos Orcs, Wargs e outras criaturas malignas.



O Hobbit é uma obra prima de J.R.R.Tolkien. É escrita de forma leve e simples, já que diferentemente de O Senhor dos Anéis, a obra tem como alvo um público mais jovem, no caso os filhos dele. Mas ainda assim a momentos em que a descrição é um pouco maçante, mas é somente no começo do livro, quando ainda nos é apresentado os personagens da história. Mas depois desse começo um pouco enrolado a história embala e vai envolvendo o leitor cada vez mais.

Assim como nos outros livros do Tolkien os personagens, são muito bem desenvolvidos e despertam emoções no leitor além de serem todos muito complexos e humanos, com suas qualidades e defeitos.

De modo geral O Hobbit é uma história envolvente e empolgante, uma história cheia de aventura e suspense, onde os personagens se desenvolvem e conforme as coisas acontecem os personagens vão se transformando, evoluindo. Enfim é um livro que vale a pena ser lido por todos.

Após muito tempo sem postar no nosso "Clube do Livro", voltaremos a publicar nossas resenhas e (re)começaremos com o livro O Aprendiz de Taran Matharu, indicado pela Vanessa do Insights Aleatórios.

domingo, 13 de março de 2016

Percy Jackson e os Olimpianos: O ladrão de raios

Vamos agora ao segundo post do nosso "clube do livro", com a resenha do livro Percy Jackson e o ladrão de raios, que foi escolhido pela Vanessa. Tentei evitar ao máximo os Spoilers, mas ainda assim deve conter alguns.


Páginas: 400
Ano: 2008
Autor: Rick Riordan
Editora: Intrínseca

SINOPSE

Primeiro volume da saga Percy Jackson e os olimpianos, O ladrão de raios esteve entre os primeiros lugares na lista das séries mais vendidas do The New York Times. O autor conjuga lendas da mitologia grega com aventuras no século XXI. Nelas, os deuses do Olimpo continuam vivos, ainda se apaixonam por mortais e geram filhos metade deuses, metade humanos, como os heróis da Grécia antiga. Marcados pelo destino, eles dificilmente passam da adolescência. Poucos conseguem descobrir sua identidade.

O garoto-problema Percy Jackson é um deles. Tem experiências estranhas em que deuses e monstros mitológicos parecem saltar das páginas dos livros direto para a sua vida. Pior que isso: algumas dessas criaturas estão bastante irritadas. Um artefato precioso foi roubado do Monte Olimpo e Percy é o principal suspeito. Para restaurar a paz, ele e seus amigos – jovens heróis modernos – terão de fazer mais do que capturar o verdadeiro ladrão: precisam elucidar uma traição mais ameaçadora que fúria dos deuses.




O ladrão de raios é um livro de fantasia, embasada e adaptada da mitologia grega, escrita por Rick Riordan, sendo este o primeiro volume da história de Percy Jackson e seus amigos.

Depois de mais um ano difícil na escola, finalmente chegou o verão, e Percy Jackson vai para casa de sua mãe passar as férias. Mas poucos dias depois de chegar em casa, Percy e sua mãe tem de fugir as pressas, pois uma criatura é enviada para mata-lo, depois de alguma dificuldade Percy consegue chegar a um lugar chamado Acampamento Meio Sangue.
No acampamento ele descobre que todas as lendas eram verdadeiras, que todas as criaturas e deuses que ele estudou nas aulas de mitologia eram verdadeiros, e ele descobre também que um desses deuses é o seu pai. No acampamento ele recebe treinamento para sobreviver no mundo fora do acampamento, onde criaturas que odeiam os semideuses vão tentar mata-lo. Mas as coisas começam a ficar complicadas quando o raio mestre de Zeus é roubado, apenas um semideus poderia tê-lo roubado, Percy descobre que é o principal suspeito do roubo. Ele então é enviado em uma missão para recuperar o raio mestre e provar sua inocência, e para ajudá-lo a cumprir sua missão o acompanham Grover, um sátiro, e Annabeth, filha de Atena. Sua missão é chegar ao mundo inferior e confrontar Hades, o deus do reino inferior e dos mortos, a quem eles acreditam ser o verdadeiro ladrão do raio.
Em sua jornada Percy e seus amigos enfrentam muitos desafios, encontram criaturas "mitológicas" e até um deus, são feito cativos e escapam por pouco, se desentendem e fazem as pazes novamente, sempre na busca desesperada de chegar ao reino inferior antes que Zeus e pai de Percy iniciem uma guerra.

O ladrão de raios é uma obra infantojuvenil muito bem escrita por Rick Riordan, à história é dinâmica, simples e por muitas vezes engraçada, os personagens são bem desenvolvidos, mas como a maioria dos livros de aventura infantojuvenil, os personagens acabam tendo momentos de inteligência/sabedoria não condizente com a idade. A adaptação da mitologia grega para os dias atuais também foi muito bem feita, rendendo algumas partes muito engraçadas no livro.
O livro é altamente indicado a todos que gostam de uma aventura leve e também da mitologia grega, mas é recomendado principalmente para as crianças e jovens, (entre os 08 e 13 anos), pois além de ser uma ótima história, o livro nos mostra que devemos nos preocupar mais com o meio ambiente e que devemos nos preocupar com toda a forma de vida na terra.


O próximo livro foi escolhido pelo Mateus, é um livro que eu já li (duas vezes), mas o livro é tão bom que será um prazer lê-lo novamente, o livro é O Hobbit de J.R.R. Tolkien.

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Minha primeira aventura!

RPG (Role-Playing Game) é um jogo de intepretação de papeis, onde os jogadores assumem papeis de personagens e criam narrativas colaborativamente.

Não me lembro quando foi a primeira vez que ouvi falar sobre o jogo de RPG, mas foi quando ouvi o Nerdcast especial RPG – O Bruxo, a Princesae o Dragão, que senti uma vontade muito grande de jogar, mas eu não tinha nenhum grupo, ou pelo menos um mestre para jogar, tinha apenas mais um amigo meu (Fábio) que também nunca tinha jogado, mas também estava com muita vontade. Com o passar do tempo e ainda sem um grupo fechado, e principalmente sem um mestre, eu comecei a pensar “um grupo eu consigo arrumar, mas um mestre está difícil, então eu vou ter que mestrar”, então eu pesquisei sistemas procurando um que eu conseguisse entender facilmente e não precisasse de muita coisa para começar a jogar. Não deu certo. Pesquisei de forma preguiçosa e sem muito entusiasmo, e acabei nunca aprendendo um sistema e uma aventura, mas aí surgiu mais um jogador, o Mateus que após ouvir o episódio do Nerdcast, também se animou para jogar.

Com um pequeno grupo formado, eu passei a encher o saco da Vanessa, que sabia jogar mas nunca havia sido mestre, a mestrar uma aventura simples para um grupo com três iniciantes. Acho que no início ela não estava muito interessada nisso, e sem nenhum constrangimento eu continuei insistindo, até que em uma das muitas vezes em que ela me chamou para ir em sua casa, eu consegui convence-la a nos ensinar a jogar. No dia marcado tivemos algumas surpresas, 1º o Fábio teve problemas inesperados e não pode ir e 2º não seria a Vanessa que ia mestrar e sim o Fernando, um mestre já experiente.
Nesse primeiro dia escolhemos os personagens (utilizamos personagens prontos para ganhar tempo) eu fui um elfo ranger, o Mateus foi um humano ladrão, e a Vanessa que foi uma meio elfa clérigo e ainda tinha um draconatos guerreiro que era um NPC, e então iniciamos a aventura...



Nosso grupo estava em uma cidade em busca de algum trabalho. Sem sucesso. Até que enquanto já pensávamos em rumar para outra cidade, algo estranho acontece. Duas crianças somem misteriosamente, apenas um mendigo, conhecido em toda a cidade por sua loucura, afirma tê-las visto serem carregadas para fora da cidade, por três criaturas semiocultas em sombras. Ninguém acredita nele, muito menos nós deveríamos, mas o nosso clérigo é muito bondoso, até inocente eu diria, e nos convenceu a investigar melhor este caso ao invés de buscar um contrato em outra cidade. Fomos então conversar com o artesão Quinn Stasi, o pai das crianças. Ele veio todo sorridente e simpático nos atender, ele conseguiu esconder sua preocupação dos outros, mas um humano não sabe esconder suas emoções, e para um elfo treinado para observar e perceber as coisas, seu rosto foi lido com mais facilidade do que um livro no idioma comum. E o que estava escrito no rosto do Sr. Quinn Stasi era preocupação e medo. Depois dos cumprimentos usuais, nós pedimos para ver alguns dos trabalhos dele, pois gostaríamos de encomendar um serviço. Depois de alguma conversa e insinuações sobre filhos e ajudantes, conseguimos faze-lo falar.
Ele nos contou que seus filhos haviam sido sequestrados, mas ninguém na cidade acreditava, diziam que sua ex-mulher tinha-os pegado escondido, mas ele tinha certeza de que as crianças haviam sido sequestradas. E para um fim sombrio, já que ele tinha pagado por um ritual que mostrou que seus filhos estavam vivos, mas estavam num local onde nem os mais loucos tem coragem de ir, o mausoléu do antro das sombras.
Depois de mais algum tempo de conversa e negociação, nós fechamos negócio: nós iriamos nos arriscar no mausoléu para trazer os filhos dele de volta em troca de peças de ouro suficiente para satisfazer a cada um de nosso grupo. Nos despedimos do Sr. Quinn com a promessa de iniciar nossa busca até o amanhecer do dia seguinte, pois precisávamos de algumas horas para preparar nossas coisas.
Andamos pela cidade por mais algumas horas tentando encontrar mais alguma informação que pudesse nos ajudar na nossa missão, mas não encontramos nada de novo, nem na taverna, nem em nossa conversa com o mendigo que afirmara ter visto o sequestro, e em nossa conversa com o mendigo louco eu tive uma leve impressão de que ele estava se segurando para não rir da minha cara...

Partimos antes do nascer do sol pela estrada que levava ao mausoléu, e Jerik, o nosso ladrão, estava ao meu lado reclamando baixinho que, se tivéssemos ficado mais alguns minutos na taverna, ele teria conseguido roubar discretamente algumas moedas de um grupo que estava apostando em algum jogo de cartas. Andamos por mais algumas horas até que chegamos em uma estrada que saia da principal e ia em direção ao mausoléu, pouco depois de entrarmos nessa estrada, eu pude ver pegadas no chão, três conjunto delas, todas humanoides, mas uma delas era menos profunda que as demais, indicando que um elfo acompanhado por duas criaturas humanoides, havia recentemente ido ao mausoléu.

O mausoléu está localizado no topo de uma colina, cercada por outras colinas maiores, deixando-o sempre nas sombras, a colina é pontilhada por lápides à esquerda e a direita do mausoléu, e sua parte de trás dá para um rio caudaloso, fazendo com que o único meio de aproximação do mausoléu seja pela estrada pela qual estávamos.
Chegamos à porta do mausoléu, percebendo que ela não estava trancada, estava até entre aberta, preparei meu arco já com uma flecha pronta, o clérigo preparou sua besta, e o grandão estava com seu machado nas mãos, escolhemos o mais furtivo e com as mão mais abeis para abrir a porta. Jerik encostou suas mãos no lado direito da porta e foi levemente fazendo força...
Então de repente a porta começou a fazer um rangido alto, terminando em um estrondo quando ela bateu com força na parede lateral do mausoléu.
Após um momento de apreensão conseguimos relaxar, quando percebemos que ninguém apareceu, logo após esse momento de alivio veio a raiva, e todos nos viramos para encarar Jarik, com um xingamento silencioso nos lábios.
Atravessamos a porta e entramos numa sala cinza, simples e retangular, iluminada por candeeiros de chama contínua. De cada lado da sala havia três sarcófagos, sobre cada um deles há uma alcova com uma pequena estatua de Pelor, deus do sol e da agricultura, ou Bahamut, deus da justiça e da honra. E no centro da sala um obelisco com cerca de três metros de altura, com várias inscrições estranhas em suas laterais.
Dividimos-nos e começamos a investigar a sala, me aproximei do obelisco para tentar entender as estranhas escrituras, olhando mais de perto achei indícios de uma passagem oculta, resolvi chamar os outros para investigarmos juntos, e no momento em que falei “ei pessoal venh...” uma criatura humanoide envolta em sombras veio das profundezas do mausoléu, atravessando camadas de rocha solida até parar ao meu lado, fazendo com que eu desse um pulo para trás. A criatura nos olhou por um momento e disse um enigma que eu não consegui entender, eu pedi para ele repetir mas ele apenas ficou me encarando de volta. Então discutimos entre nós e decidimos que havia dito algo relacionado com “entrada sinistra” e “o caminho se tornar claro quando o brilhante segue seu soberano”. Discutimos novamente e decidimos investigar melhor as alcovas, observamos que nas que estavam do lado esquerdo eram de Bahamut, exceto pela segunda estátua que era de Pelor, e as do lado direito eram de Pelor, exceto a segunda que era de Bahamut. Visto isso Jerik se aproximou de mim e disse para mudarmos as estatuas de lugar, pois ele havia percebido que as estatuas tinham sido movidas recentemente. Então eu peguei a estátua da direita enquanto Jerik pegou a da esquerda, e simultaneamente nos movemos e trocamos as estatuas de lugar. No momento em que pousamos a estatua sobre suas respectivas alcovas o fantasma desapareceu, e com um som de engrenagens se movendo, uma porta se abriu na lateral do obelisco revelando uma escadaria para o subterrâneo.

Esse foi o fim do primeiro encontro, já estava ficando tarde e aproveitamos para parar a aventura por aí.

No mês seguinte nos reunimos novamente, desta vez com a presença do Fábio, que não pode ir no primeiro dia, mas o Fernando não poderia ser nosso mestre, então a Vanessa assumiu o posto de mestre e o Fábio se tornou o clérigo, deixamos ele ciente da aventura e continuamos...

Descemos a escadaria e saímos em uma grande câmara de pedra, com um grande pilar quadrado no centro, junto a algumas paredes haviam sarcófagos entulhados e vários ossos estavam espalhados pala câmara. Três sarcófagos intactos foram colocados nos corredores bloqueando a passagem, sendo um em cada lado do pilar e outro num corredor ao fundo. Sobre cada sarcófago há um lampião lançando um estranho brilho laranja em toda câmara. O óleo do lampião lançava um forte odor por toda a sala.
Dentro da câmara dois hobgoblins nos esperavam com arcos nas mãos e uma espada na bainha, corremos para nos proteger dos disparos e pegamos nossas armas.
Essa foi uma batalha difícil. No começo apenas a distância, através de flechas e setas de besta, mas depois Jerik e o grandão se aproximaram e começaram um embate corpo a corpo com o hobgoblin mais próximo. Nessa batalha aconteceram coisas que não podem acontecer. Tivemos sorte. Jerik ao tentar um golpe de cima para baixo no hobgoblin, errou e acertou o próprio pé, o clérigo foi disparar a besta, mas escorregou e jogou a seta para o alto e eu que disparei uma flecha certeira, mas uma pena soltou-se e ela mudou de direção e atingiu de raspão o ombro do clérigo. Mas apesar de tudo isso vencemos. Um hobgoblin morreu com a espada de Jerik enterrada na garganta, já o segundo se aproveitando que o grandão, o Jerik e o clérigo estavam próximos ao sarcófago, saltou pegando o lampião e jogando-o em cima do sarcófago, causando uma grande explosão, se matando e deixando o grandão e o Jerik desacordados.
Passados alguns minutos conseguimos acorda-los e o fantasma apareceu de novo, desta vez dizendo algo sobre honrar os mortos. Já entendendo o enigma dele passei a colocar os ossos de volta aos sarcófagos enquanto Jerik investigava os outros sarcófagos que bloqueavam a passagem. Quando terminei de arrumar os sarcófagos o fantasma me indicou uma pedra solta onde tinha um recipiente com um liquido energético.

Continuamos por um corredor longo e saímos numa caverna de chão irregular. Do lado oposto ao nosso havia um portal horrendo, com a cabeça de um imenso diabo esculpido, os olhos do enfeite grotesco brilhavam com uma luz esverdeada, olhando pelos olhos do diabo pude ver uma sala com quatro estatuas gigantescas de cada lado e no centro dentro de um círculo magico duas crianças acorrentadas. Tentamos abrir mas a porta estava trancada. Mais à direita havia uma câmara cortada na caverna, enquanto decidíamos se iriamos procurar alguma coisa lá, nosso clérigo idiota saiu correndo em direção a câmara. Jerik ficou completamente inconformado, tanto que apoio a espada nos joelhos começou a aplaudir e disse: “Valeeeuuu”. Saímos correndo atrás dele, entramos na câmara...
E demos de frente com dois esqueletos portando espadas velhas e enferrujadas, e um elfo com aspecto maligno em cima de um pedestal.
Essa batalha foi incrivelmente mais fácil do que a contra o hobgoblin, o grandão decepou a cabeça de uma das caveiras com o seu machado e o nosso clérigo usou seu poder contra o outro, enquanto eu disparava flecha atrás de flecha contra o elfo maligno, mas quando eu estava quase acabando com ele, o fantasma surge novamente ao meu lado, me fazendo dar um salto para trás, grita algo relacionado a vingança e parte para cima do elfo, matando-o.
Saímos da sala e voltamos a porta com a cabeça do diabo, Jerik ficou para trás, depois de alguns minutos ele trouxe uma adaga de sacrifício e um livro de rituais. Ele disse que não encontrou mais nada, mas tenho minhas dúvidas quanto a isso.
Voltamos a porta e Jerik tentou algumas vezes antes de conseguir destranca-la, lá dentro encontramos as duas crianças, amarradas, chorando e balbuciando algo sobre círculo mágico e desabamento. Começamos a discutir, nosso clérigo não encontrou nada mágico na sala, mas ficamos com muito medo de entrar no círculo, depois de muita discussão e até um tapa do clérigo em Jerik, decidimos entrar no círculo.
No momento em que Jerik entrou no círculo, duas das estatuas ganharam vida, e antes que alguém pudesse fazer algo ela deu uma grande porrada no ladrão deixando-o caído no chão, no mesmo instante pegamos nossas armas e começamos a atacar, Jerik conseguiu se recuperar, virou-se no chão e magistralmente conseguiu soltar as crianças, elas saíram correndo e ficaram nos esperando do lado de fora da sala. Seria melhor se elas tivessem fugido. Não conseguimos escapar das estatuas. Todas as vezes em que tentávamos fugir, um punho ou um pé de pedra nos atirava ao chão. E enquanto isso, o teto começou a desmoronar, primeiramente enterrando o elfo morto na outra sala, e depois as crianças. Tive apenas tempo de pegar a bebida energética em minha mochila e colocar na boca, antes que as pedras nos atingissem e nos levassem para a escuridão.


Bem, essa foi minha primeira aventura de RPG, apesar de termos fracassado em nossa missão, foi um jogo extremamente divertido, já estou ansioso para a próxima vez.